Futebol em Macaé

“Americano, cuide bem do seu tesouro!”

Tive a honra de conceder uma entrevista agora, ao vivo, para o Sidnei Ribeiro, da Rádio Difusora de Campos. Ele me perguntou sobre o momento do Macaé Esporte.

Iniciei dizendo que sou demissionário. Espero que paguem os prêmios que devem.

Fui parceiro do presidente Mirinho por muitos anos. Minha admiração, respeito e gratidão por ele são inabaláveis. Seu jeito intempestivo nunca me incomodou, mas não posso aplaudir suas últimas decisões.

O Macaé Esporte é sombrio nas suas relações com os atletas profissionais. O Lucas Gabriel atuou sem contrato na Taça Rio. Tudo isso porque nem o jogador, nem o empresário, muito menos nós, temos acesso aos acordos. Tudo é feito diretamente entre o jogador e o presidente.

Conquistamos uma vaga na elite do ano que vem graças a um trabalho perfeito de todos os profissionais que atuam no clube. O gerente tem a missão de não deixar os problemas externos interferirem nos resultados. O presidente cobra mais do que os dirigentes dos gigantes brasileiros, mas não investe o mínimo necessário.

Não posso continuar ao seu lado. O Macaé não vai perder sua vaga nos tribunais. Basta investir em bons advogados. A lei prevê o ‘erro recorrente’. Quando alguém erra uma vez, e não é punido, nem alertado, não pode ser punido novamente.

O Macaé errou ao escalar o Lucas contra o Bangu. Tem que perder 4 pontos (1 do empate, mais 3 por ter escalado um atleta irregular). Ninguém notou o erro. A FERJ não notificou, nem puniu. As demais escalações foram culpa do sistema. Não pode existir pena excessiva.

Não há motivo para o Macaé abortar todo o seu projeto. O clube já esteve na Série B, e disputou muitas Séries C. Caiu para a D numa aberração jurídica. O Bragantino jogou irregular, mas investiu em grandes advogados.

Não aceito que o Marcelo (melhor lateral do Cariocão-2018) e o Pipico foram embora. O Macaé teve um grande faturamento nesse Estadual. Tem que ter compromisso com a sua história.

O Americano conquistou um tesouro. Cuidem bem do Josué Teixeira. Considero ele como irmão. Além disso, sou presidente do seu fã-clube. Ele é um super-técnico. Num momento em que o Flamengo não encontra um, o Americano encontrou. Além de saber muito futebol, ele é um gestor de pessoas excepcional. O massagista trabalha motivado. O motorista do ônibus, também. Todos se doam por ele. Se tiver as ferramentas certas, o Americano vai brilhar nessa temporada.

 

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