Futebol em Macaé

Meu Passado Não Me Condena

Hemine Kroll

Após cobrir cerca de 30 eventos culturais em apenas 20 dias, ontem fui fazer matéria sobre a raíz da minha vida: o esporte. A convite do Venicio, gestor do Juventus Macaé, visitei a Praça da Ampra, no Parque Aeroporto, e desfrutei de muita coisa bacana. Após assistir ao treino da categoria sub-9, que estreia na Copa Macaé, organizada pela Prefeitura Municipal, no próximo sábado, no Moacyrzão, fui conhecer o Bar do Val, que está sob nova administração. Afinal de contas, a cerveja estava gelada, o Flamengo se apresentava quente na televisão, e o feijão amigo ajudava isso tudo.

O clima era o mais amistoso possível. Só gente boa. De repente, um comentário meu colocou tudo em xeque. Falei que trabalhei muitos anos com Mirinho (ex-vereador e presidente do Macaé Esporte). Teve gente que até levantou da mesa. Impressionante a rejeição do cidadão. Custei a conseguir explicar que minha rejeição, hoje, era igual à deles, só que não tinha prazer em externá-la. Felizmente, para mim, tudo se esclareceu.

Fiquei ao lado do Mirinho por mais de 10 anos e reconheço seu valor. Só que ele adoeceu. Sua decadência é visível. Perdeu força. Suas votações inexpressivas o levaram a ficar de mal com Macaé inteira. Quer se vingar até de quem só lhe fêz bem. O que ele conquistou ninguém tira. Quando tinha mandato de vereador, e Riverton era um prefeito amante do futebol, foi um homem extremamente generoso. Eu era apaixonado por ele. Comandei, voluntariamente, parte de suas campanhas políticas. Só que tudo acabou. O Macaé Esporte já era para ter retornado para a 2a. divisão do futebol carioca. Não houve investimento em infra-estrutura. As campanhas dos últimos anos tem sido flertando com as zonas de rebaixamento. Só escapou da Seletiva do último Cariocão graças ao comando diferenciado do super Josué Teixeira (vide o trabalho que está realizando atualmente no Americano, de Campos, que é inevitável retornar à elite do futebol carioca). Penso que ajudei bastante. Pelo menos, na condução psicológica do processo.

Quando derrotamos o Flamengo, e superamos o Nova Iguaçu em pleno Laranjão, garantindo a permanência do Macaé na elite por mais uma temporada (isso significaria um orçamento milionário para algum cofre qualquer) tive a certeza que era a hora de sair. Para minha surpresa, fui tratado como inimigo. Não recebi meu último mês de salário, nem os prêmios pelas conquistas alcançadas. Não tenho motivação para entrar na Justiça. Podem ficar com o dinheirinho. Sigo minha vida. De lá para cá, já descobriram irregularidades que causaram perdas de pontos que vão obrigar o Macaé a disputar a Seletiva novamente. No Brasileirão, o Macaé foi eliminado. Saiu do cenário nacional.

Uma coisa é certa. Perdeu um grande torcedor, mas não torço contra. Afinal de contas, o Macaé Meteoro jamais sairá da minha cabeça, mas o Macaé Titanic não entrará nos meus pensamentos.

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